Intolerância à Lactose


Saiba mais sobre a intolerância à lactose

A deficiência, mais comum do que se imagina, é uma incapacidade de produzir uma enzima

Durantes os primeiros meses de vida, o leite é a principal fonte de nutrientes dos mamíferos, incluindo aí os seres humanos. O que pouca gente sabe, porém, é que boa parte da população adulta sofre de uma deficiência  chamada intolerância à lactose, que as impede de consumir esse tipo alimento e seus derivados, tais como queijos, iogurtes e chocolates.

Qualquer alimento com leite na composição possui um tipo de açúcar chamado lactose. Para que o organismo possa aproveitá-lo, é preciso que ele seja ‘quebrado’ em partes menores, a glicose, uma das principais fontes de energia para o corpo. A enzima que realiza essa quebra é a lactase, responsável pela digestão da lactose.

– Quando um indivíduo apresenta uma redução na fabricação da lactase, ele desenvolve uma condição conhecida como intolerância à lactose, que engloba um conjunto de sintomas desagradáveis resultantes da fermentação da lactose que não pode ser absorvida – afirma o gastroenterologista Amilton Ribeiro.

Como o organismo não digere a lactose, ela começa a fermentar, o que pode levar a pessoa sentir, entre outras coisas, diarréia, náuseas, dores estomacais, flatulência excessiva e distensão abdominal. Por isso, para os que sofrem com essa disfunção, o melhor tratamento é mudar a dieta, evitando o leite e seus derivados. O problema é que, sem o leite na alimentação, a pessoa pode apresentar carência de alguns nutrientes.

– Uma dieta isenta de leite está associada com um risco elevado de deficiência de cálcio e vitamina D, que, por sua vez, estão associados à osteoporose e fraturas. Todo indivíduo com intolerância à lactose deve receber suplementação de cálcio de vitamina D, sob orientação médica – afirma Ribeiro.

Atualmente, é possível encontrar no mercado cápsulas contendo a enzima lactase. Elas podem ser tomadas minutos antes de se ingerir algum alimento que contenha lactose. Como a intensidade da disfunção e dos sintomas varia de um paciente para o outro, a dose também muda de pessoa para pessoa, podendo oscilar entre duas a quatro cápsulas antes de cada refeição.

Não é recomendável, entretanto, que se ingira o medicamento rotineiramente, até porque eles são caros: cada cápsula custa cerca de R$ 1 e elas são vendidas em frascos de cerca de 50 cápsulas. A intolerância é um disfunção comum e, em menor ou maior grau de intensidade, atinge um alto número de pessoas em todo mundo, dependendo da etnia da pessoa.

– Na Europa e nos Estados Unidos, a prevalência da intolerância à lactose é de 7 a 20% entre os caucasianos adultos, 80 a 95% entre os índios americanos, 65 a 75% entre os africanos e 50% entre os de origem hispânica. Em algumas populações da Ásia ocidental, a intolerância à lactose pode ocorrer em mais de 90% dos indivíduos – afirma o médico.

Para diagnosticar se a pessoa faz parte dessa alta porcentagem de pessoas afetadas pela disfunção, existem alguns exames. Os métodos mais empregados para a detecção da intolerância à lactose são o teste de tolerância oral à lactose e o teste do hidrogênio expirado, nos quais, depois de ingerir leite, são observados nos pacientes as alterações no sangue e no ar expirado.

As causas da doença:

A intolerância à lactose pode ter, basicamente, quatro origens distintas. A primeira, e mais rara delas, trata-se de uma deficiência congênita, um defeito genético pouco comum que causa impede produção de lactase pelo organismo. A segunda tem a causa no nascimento precoce do bebê, que provoca na criança uma má formação que também inibe a fabricação da enzima digestora da lactose.

A terceira delas é, normalmente, transitória e se dá por causa de problemas estomacais – como infecções, por exemplo – que acabam prejudicando, pelo menos temporariamente, a produção da lactase. A quarta, última e mais comum é de origem racial ou étnica. Esta não pode ser considerada uma doença, já que, de acordo com a literatura médica especializada, é um processo normal de redução programada na produção de lactase.

– Em outras palavras, podemos dizer que o nosso código genético (DNA) tem gravado todas as informações para o crescimento e desenvolvido de nosso organismo. O ser humano é um mamífero e, como tal, tem um contato intenso com leite durante o seu período de amamentação, que ocorre nos primeiros anos de vida. A partir desse período, as células produtoras da lactase começam a ser “desligadas”, conforme a programação genética, e os sintomas aparecem – afirma o médico Amilton Ribeiro.

À medida que o ser humano envelhece, o organismo reduz progressivamente a fabricação da enzima que digere o açúcar do leite, a lactose. Contudo, velocidade a intensidade com isso acontece variam conforme as diferenças genéticas de diferentes grupos étnicos.

Caso específico da doença congênita:

Na maioria dos pacientes, os sintomas da intolerância à lactose começam a surgir gradativamente a partir dos cinco anos de idade. Entretanto, no caso das doença congênita – dada por uma alteração genética –, os problemas podem começar logo nos primeiros vezes de vida. Quando algum bebê é diagnosticado com intolerância à lactose, faz-se necessário substituir o leite em sua alimentação.

– Existem formas congênitas raras onde os sintomas podem começar já no primeiro contato com o leite. Nesses casos, é necessário adaptar a dieta desses pacientes para uma dieta isenta de lactose. Por exemplo, trocando o leite por derivados da soja – afirma o médico.

http://saude.hagah.com.br/especial/sc/qualidade-de-vida-sc/19,0,3088550,Saiba-mais-sobre-a-intolerancia-a-lactose.html

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: