Vencido pela Bebida – Alcoolismo


2. álcool
Enviado por: “Sabine” ieratel@uol.com.br sabinecavalcante
Data: Sex, 16 de Set de 2011 8:08 pm

Revistas Semanais: Época

Vencido pela bebida

O que o drama de Sócrates revela sobre o alcoolismo, uma epidemia subterrânea que devasta a sociedade brasileira e mata 30 mil pessoas por ano

CRISTIANE SEGATTO, MARTHA MENDONÇA E MARCELO MOURA. COM ANNA CAROLINA LEMENTY E ELISEU BARREIRA JUNIOR

Na segunda-feira passada, dia 5 de setembro, o cidadão Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira foi internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para tratar de um sangramento digestivo que ameaçava matá-lo. Aos 57 anos, ele é um rosto familiar aos brasileiros. Ídolo do Corinthians e da Seleção Brasileira, foi um dos grandes jogadores do futebol mundial nos anos 1980, notável tanto pela elegância e precisão de seus passes quanto por suas posições públicas contra o regime militar. Formado em medicina, inteligente e carismático, o Doutor, como costuma ser chamado, assumiu, ao deixar os gramados, a função informal de intelectual do futebol, alguém capaz de expressar com autoridade a dimens&atil de;o pública desse esporte que apaixona os brasileiros.

Além disso tudo, Sócrates é também alcoólatra. Ele começou a beber pesado durante a universidade e nunca mais parou, mesmo em seus anos de atleta. Em consequência de décadas de excesso, desenvolveu cirrose hepática, doença degenerativa que destrói o fígado e provoca o colapso do restante do organismo. A cirrose causada por álcool mata mais de 11 mil pessoas por ano no Brasil. Sócrates esteve assustadoramente próximo desse desfecho na semana passada – um drama que tocou milhões de pessoas que o admiram e trouxe para os holofotes, novamente, a epidemia subterrânea de alcoolismo que devasta o país. “O drama de uma pessoa pública querida mostra que pessoas inteligentes e fortes também podem se torna r dependentes”, afirma o psiquiatra Ronaldo Laranjeiras, da Universidade Federal de São Paulo, uma das maiores autoridades em alcoolismo no país. “Sócrates é um homem bem-sucedido, brilhante e, além de tudo, médico. Se aconteceu com ele, pode acontecer com qualquer um.”

O Brasil tem um número de alcoólatras estimado em 15 milhões, o dobro da população da Suíça. Mas a realidade pode ser ainda pior. Os médicos da Associação Brasileira de Estudos de Álcool e Outras Drogas, que se dedicam a estudar a dependência química no Brasil, estimam que, na verdade, 10% dos 192 milhões de brasileiros, ou 19 milhões, tenham problemas graves com a bebida. O alcoolismo mata 32 mil pessoas por ano no Brasil, está por trás de 60% das mortes no trânsito e 72% dos homicídios. Mas é algo que nosso cérebro parece ignorar para seguir operando com sanidade – até que a história de um ídolo popular como Sócrates rompe essa barreira de proteção e indiferença.

No dia 19 de agosto, ele foi internado às pressas no Hospital Albert Einstein. Seu fígado deteriorado pela cirrose comprometera a circulação sanguínea no aparelho digestivo. O órgão normal tem a consistência de uma gelatina porosa. Na cirrose, adquire a consistência de borracha. O sangue não mais segue seu caminho, fica represado e desencadeia sangramentos no estômago e no esôfago, que podem ser fatais.

Naquela primeira internação, Sócrates esteve bem perto de morrer. Primeiro, os médicos tentaram diminuir a pressão interna com medicamentos. Não funcionou. Por meio de uma endoscopia, tentaram também tratar varizes no esôfago. Não resolveu. O sangramento continuou. Na madrugada do dia seguinte, os radiologistas Breno Boueri Affonso e Felipe Nasser foram chamados ao hospital, sinal de que a situação fugia do controle. “Pode-se dizer que somos o Bope. Quando está tudo praticamente perdido, quando não há outra alternativa, pedem para a gente entrar”, diz Affonso. Eles fazem cirurgias minimamente invasivas, também chamadas de cirurgias sem bisturi. “Sócrates sangrava muito. O estado dele era praticamente de choque hemorrágico pré-óbito”, diz Affonso. Os médicos fizeram uma punção no pescoço. Guiados por um aparelho de raios X que funcionava continuamente, introduziram um cateter na veia jugular. No fígado, instalaram um pequeno tubo flexível de 1 centímetro de diâmetro, feito de níquel com titânio, pelo qual o sangue flui. A intervenção durou quatro horas. Sócrates teve uma recuperação rápida e surpreendente. “Como ele foi atleta, seu corpo é uma coisa fantástica. O coração e os pulmões aguentaram coisas que outras pessoas não aguentariam: drogas, perda de sangue, transfusões”, diz Affonso. Sócrates distribuiu autógrafos e tirou fotos com a equipe médica. “Quer dizer que você fez um furo no meu fígado?”, perguntou, brincando, a Affonso. O m&eacut e;dico, são-paulino, respondeu: “Sim. E deixei uma marca tricolor lá”.

No dia 27, Sócrates recebeu alta. Na madrugada da última segunda-feira, começou a reclamar de tosse, mal-estar e náuseas. Foi levado ao Einstein de novo. “Ele chegou conversando, mas falando pouco”, diz Affonso. Quando os médicos suspeitaram de um novo sangramento, Sócrates recebeu anestesia geral e passou a respirar com a ajuda de aparelhos para poupar o organismo. Os médicos localizaram um novo sangramento, desta vez no esôfago. Para controlá-lo, bloquearam o vaso e ofereceram outro caminho para o sangue fluir. O que fazer se Sócrates voltar a sangrar? Os médicos poderão tentar fazer novamente tudo o que fizeram até agora, mas a cada intervenção o risco aumenta.

Tudo o que foi feito não passa de paliativo. A única coisa que pode fazer o fígado renascer é a abstinência completa de álcool. “O fígado de Sócrates não está completamente comprometido”, diz Nasser. O fígado é um órgão que tem uma incrível capacidade de regeneração. Muitos alcoólatras com grau mais avançado de doença hepática conseguem se recuperar quando largam a bebida. “Se um paciente no estado dele se mantiver longe do álcool, talvez nem precise de transplante”, diz o hepatologista Paulo Massarollo, chefe do serviço de transplantes da Santa Casa de São Paulo. Embora a família de Sócrates fale na possível necessidade de um transpl ante, os médicos que o acompanham não cogitam essa hipótese agora. Em suas condições, paciente nenhum resistiria.

Além dos empecilhos médicos, há outros, de ordem jurídica. Segundo as normas vigentes no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos, um alcoólatra só pode ser inscrito na fila do transplante de fígado depois de comprovar estar em abstinência há pelo menos seis meses. Se não puder esperar os seis meses necessários para comprovar a abstinência, Sócrates poderia ser submetido a um transplante intervivos – no qual um doador oferece ao paciente parte de seu fígado. Nesse caso, seria preciso haver compatibilidade de tipo sanguíneo e tamanho do órgão. Isso só pode ser feito sem autorização judicial entre parentes de até segundo grau. Para que um amigo ou um estranho doe parte de seu fígado, é ; preciso que um juiz ateste que não houve pagamento pelo órgão.

O caso de Sócrates – qualquer que seja seu desfecho – ilustra, em escala privada, a gravidade do alcoolismo. Vistas à distância, as estatísticas sobre o consumo de bebidas no Brasil parecem tranquilizadoras. O consumo de álcool puro, medida usada pela Organização Mundial da Saúde, é de 6,2 litros por ano, pouco acima da média mundial. Mas essa medida é enganosa. Primeiro, porque não inclui bebidas clandestinas. Quando elas são incluídas, o consumo médio brasileiro sobe para 9,2 litros anuais. Outra ilusão estatística: a média é relativamente baixa, porque quase metade dos brasileiros (50,5%) é abstêmia. A metade que bebe toma mais de 18 litros de álcool puro por ano, o triplo da média nacional, com grande diferença entre os sexos: o consumo médio entre os homens é de 24,4 litros e entre as mulheres de 10,62 litros por ano. “Nosso problema é que os brasileiros que bebem, bebem sempre, e cada vez mais, de forma exagerada”, diz o psiquiatra Arthur Guerra de Andrade, da Universidade de São Paulo.

É visível nas estatísticas brasileiras um padrão de consumo de bebidas que se assemelha ao de Inglaterra, Estados Unidos e Rússia. Nesses países, as pessoas costumam tomar, pelo menos uma vez por semana, quantidades excessivas de

álcool, num curto período de tempo: cinco doses para homens e quatro doses para mulheres, em menos de duas horas. Conhecida pelo termo inglês binge drinking, essa bebedeira episódica é totalmente diferente do que os especialistas chamam de “padrão mediterrâneo” de consumo. Em países como a Itália, as pessoas bebem diariamente, em geral nas refeições, doses moderadas. A agressão ao organismo é menor, e o hábito degenera com menor frequência em dependência. “Uma taça por dia pode gerar benefícios, evita acidentes cardiovasculares”, diz Guerra Andrade. “O problema é o excesso.”

O excesso está se convertendo em tendência. Uma pesquisa do Ministério da Saúde com 57 mil pessoas, realizada em 27 capitais com intervalo de três anos, descobriu que o porcentual daqueles que bebem acima do limite numa mesma ocasião aumentou: era de 17,5% dos brasileiros em 2007 e subiu para 18% em 2010. O crescimento é modesto, mas vem amparado em duas vertentes preocupantes. Primeiro, o crescimento do número de jovens com mais de 15 anos que saem no fim de semana e bebem até cair. Segundo, o aumento no consumo de álcool entre as mulheres.

Na pesquisa do Ministério da Saúde, o principal crescimento da prática de binge drinking foi registrado no público feminino. Em 2007, 9,3% delas diziam beber dessa forma. Em 2010, foram 10,6%. Há 30 anos, havia 13 homens para cada mulher em tratamento de alcoolismo. Hoje, essa relação é de três para um. A explicação é conhecida: a mulher entrou no mercado de trabalho, conquistou sua liberdade e passou a agir de forma mais parecida com os homens. “Recentemente, percebemos que as meninas muito jovens às vezes bebem mais na balada que os meninos”, afirma o psiquiatra e psicanalista Sérgio de Paula Ramos, fundador da Associação Brasileira de Estudos de Álcool e Droga (Abead).

A engenheira gaúcha Lívia R., de 37 anos, é um exemplo de até onde os excessos juvenis podem levar. Loura, de olhos verdes, ela tem uma empresa de prestação de serviços, é casada há 14 anos e tem um filho de 7. Começou a beber na adolescência. Há três meses, frequenta a unidade dos Alcoólicos Anônimos do bairro em que mora, na Zona Sul do Rio de Janeiro. No dia 5 de junho, foi com o marido e o filho a uma festa infantil. Como sempre, bebeu tudo o que podia, apesar de a festa ser às 10 da manhã. Fora de controle, dirigiu sozinha até em casa. Mais tarde, agrediu fisicamente o marido e uma prima dele que tentou defendê-lo. A prima deu queixa na polícia. O filho se desesperou com a confusão. No dia seguint e, chorou na escola, contando que a mãe tinha ficado bêbada e agredido o pai. “Quando vi que meu filho estava sofrendo, alguma coisa mudou em mim. Decidi que era preciso mudar, era preciso buscar ajuda”, diz. Há 90 dias ela não põe uma gota de álcool na boca. Frequenta as reuniões diariamente. Mas sabe que a luta apenas começou. “Está tudo muito difícil, mas fico feliz de ter tomado uma iniciativa antes de fazer coisas piores, como atropelar alguém ou até agredir meu filho.”

A outra vertente estatística que preocupa os médicos está entre os jovens. Eles estão aprendendo a beber desde muito cedo. Uma pesquisa recente, realizada pela Unifesp em São Paulo, com 661 adolescentes, detectou que 5% dos jovens entre 14 e 17 anos bebem uma vez por semana ou mais e consomem cinco ou mais doses em cada ocasião. Um porcentual maior (24%) bebe pelo menos uma vez por mês. A conclusão dos pesquisadores é que 13% dos adolescentes (17% para os meninos) apresentam padrão intenso de consumo de álcool antes dos 18 anos. Outra conclusão preocupante do estudo é que a idade de iniciação caiu para abaixo de 14 anos. Nessa área, a notícia mais auspiciosa vem de uma pesquisa nacional concluída no ano passado com cerc a de 50 mil estudantes de 1º e 2º grau de escolas públicas. Ela mostra que o número de jovens que usaram álcool no último ano caiu acentuadamente em relação a 2004. De 63,5% para 41,1%. Mas a tabulação da pesquisa ainda não foi concluída, e os pesquisadores não conseguem explicar como e por que teria ocorrido a melhora.

Nos Estados Unidos, onde o fenômeno da bebedeira adolescente foi detectado mais cedo, os estudos estão chegando a conclusões alarmantes. “A bebedeira episódica é muito danosa por causa dos níveis de toxicidade no sangue a que o cérebro fica exposto”, diz Fulton Crews, farmacologista da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. As pesquisas médicas mostram que o cérebro dos jovens (até uma idade entre 21 e 25 anos) está fisicamente em formação e é extremamente sensível às agressões químicas. Um estudo conduzido na Universidade de Cincinnati monitorou o cérebro de jovens entre 18 e 25 anos e descobriu que os bebedores episódicos apresentam diminuição da massa cerebral n a área responsável pela linguagem, pela concentração e pelo raciocínio, o córtex pré-frontal. “A relação concreta que estabelecemos foi: quanto maior o número de drinques ingeridos pela pessoa, maior a perda de massa cerebral”, diz Tim McQueeny, um dos responsáveis pela pesquisa. “A mesma relação não procede com a frequência dos episódios.”

Os resultados das bebedeiras juvenis podem vir na forma de desorganização, falta de inibição, incapacidade ou dificuldade de planejar ações ao longo da vida. A boa notícia é que os danos talvez sejam reversíveis. Outro estudo conduzido por McQueeny mostrou que os bebedores episódicos que deixaram de beber recuperaram parte da massa cerebral perdida na área responsável pelo equilíbrio, que também sofre alteração com o álcool, o cerebelo. “Isso sugere que o dano pode ser reversível também em outras partes do cérebro”, diz o pesquisador.

Dados do Instituto para Estudos do Álcool nos Estados Unidos revelam que os binge drinkers juvenis apresentam uma redução de 10% na área cerebral responsável pela memória e pelo aprendizado, o hipocampo. “Com o córtex pré-frontal, essa é a área mais afetada pelo álcool”, diz a brasileira Nayara Miranda, doutora em psicobiologia pela Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha. Mas esse efeito pode desaparecer em avaliações posteriores. É como se o álcool atrasasse o desenvolvimento cerebral dos adolescentes, mas não o impedisse.

O maior medo, portanto, é que ele crie dependência. As pesquisas mostram que 47% dos jovens que começam a beber antes dos 14 anos se tornam dependentes dez anos depois. O grande pavor da auxiliar administrativa Doraci Barbosa Gomes, de 47 anos, é que seu filho de 16 anos se torne alcoólatra. A desconfiança começou quando ela notou que a quantidade de vinho de uma garrafa da casa diminuíra. A certeza de que Paulo bebia veio há cerca de dois meses. “Ele disse que ia para a praça perto de casa com os amigos, mas demorou a voltar e não veio falar comigo, como sempre faz”, diz. Doraci foi a seu quarto, tirou o cobertor de cima do filho e sentiu um cheiro forte de bebida. “Não sabia se ficava com raiva ou pena. Se batia, se chamava a polícia. Coloquei de castigo.” Paulo ficou uma semana sem poder sair de casa e sem poder tocar violão. Doraci também o levou a uma psicóloga. Longe da mãe, ele diz que no dia anterior ao castigo exagerou, misturando todo tipo de bebida. Conta que, geralmente, para no terceiro copo de vodca. A graça na bebida? Virar o centro das atenções na frente dos amigos. Perder a timidez, chegar com mais facilidade nas meninas. “Mas tenho controle sobre mim”, diz. Será?

Sócrates – outro que começou a beber cedo – também achava que tinha. Ele nunca escondeu que bebia, com prazer e orgulho. “Bebo, fumo e penso. Não fico escondendo as coisas”, disse no início da década de 1980 (leia mais sobre sua trajetória). Trinta anos depois, sua história mostra que o corpo tem limites. “Conheço o Sócrates desde o ginásio. Estudamos no mesmo colégio, frequentávamos o mesmo clube e jogávamos juntos”, diz o biomédico Dácio Campos, amigo de Sócrates desde os 15 anos. “O Magrão sempre bebeu. Mas ninguém imaginava que ele fosse se tornar alcoólatra.”

Sócrates é descrito como um homem tímido, que se sente mais confiante depois de beber. “Ele gravava comigo um programa chamado Papo com o Doutor. Às vezes ele gaguejava, ficava meio travado. Quando bebia, o programa fluía melhor”, diz Fernando Silva, produtor de televisão, a quem Sócrates chama pelo apelido de Kaxassa. Ribeirão Preto, cidade onde Sócrates foi criado, é uma das capitais nacionais da cerveja. O bar é o principal espaço de convivência social. “Aqui em Ribeirão, temos uma mesa cativa na Choperia Pinguim. No Bar Brasília, ele tem uma mesa com o nome dele”, afirma Campos. Sócrates por muitos anos pareceu imune aos efeitos da bebida. Seus amigos dizem que jamais parecia embriagado. “Só recentemente o vi com a fala pastosa”, diz o jornalista esportivo Juca Kfouri.

Há dois anos, ocorreu o primeiro susto. “Dois médicos amigos o avisaram de que ele já estava com problemas graves no fígado e que poderia começar a pensar em transplante”, diz Campos. “Ficou uns dois ou três meses preocupado. Todo lugar que a gente ia, precisava ter aquela cerveja sem álcool. Depois, começou a tomar vinho. Em seguida, voltou à cerveja.”

Nesse período, conheceu a apresentadora e empresária Kátia Bagnarelli Vieira de Oliveira. Os dois se casaram no final do ano passado. O novo casamento (Sócrates viveu com oito mulheres e tem seis filhos) deu a Sócrates uma vida mais regrada. “Ela começou a fazer com que ele levasse mais a sério o programa na TV e a vida profissional”, diz Campos. Mas quatro décadas de consumo de álcool cobraram seu preço. No fim de junho, Sócrates foi parar no hospital pela primeira vez com um sangramento digestivo. Ficou internado por três dias e prometeu aos médicos parar de beber. Duas semanas depois, recaiu.

Em entrevista ao programa Fantástico, na segunda internação, foi debochado: “Fui alcoólatra, sim. Quando eu queria. Quem usa álcool cotidianamente é alcoólatra”. Quando perguntaram se ele bebia todo dia, respondeu: “Todo o dia, não. Um pouquinho de manhã, outro pouquinho à tarde”. Nove dias depois, voltou a ser internado. Até o fechamento desta edição, ele permanecia no hospital – enquanto o país inteiro torcia por ele.

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