Infecção pelo HIV e Cigarro X Artérias

11 de março de 2009
http://www.boasaude.com
Infecção pelo HIV tem mesmo impacto do cigarro para as artérias 

17 de fevereiro de 2009 (Bibliomed). A infecção pelo HIV – vírus da Aids – aumenta a severidade da aterosclerose tanto quanto outros fatores de risco cardiovascular, como o hábito de fumar e o diabetes, segundo estudo apresentado este mês na Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas, no Canadá. 

Diversos estudos indicam que pessoas com HIV são mais propensas à doença cardíaca. Porém, segundo especialistas, os mecanismos relacionados a esses efeitos ainda não são completamente entendidos. O novo estudo sugere que o espessamento das artérias por inflamação ou formação de placas pode cumprir um papel nessa relação entre HIV e doenças cardíacas.

Comparando a espessura da artéria carótida de 433 pacientes HIV-positivo com mais de cinco mil pessoas saudáveis HIV-negativo, os pesquisadores descobriram que os pacientes tinham significativamente maior espessamento da artéria, comparados com pessoas do controle (1,17mm, contra 1,06mm).

Após considerar os tradicionais fatores de risco cardiovasculares, incluindo tabagismo, diabetes, pressão alta e altos níveis de lipídios no sangue, o efeito da infecção pelo HIV no espessamento da carótida pareceu mais fraco, mas ainda relevante. Além disso, o efeito do HIV pareceu ser maior nas mulheres.

Os pesquisadores estimam que a infecção pelo HIV aumenta a extensão da aterosclerose independentemente de outros fatores, e no mesmo nível de outros tradicionais fatores de risco cardiovasculares. Baseados nos resultados, eles ressaltam que o risco cardiovascular nesses pacientes é um fenômeno multifatorial, envolvendo tanto fatores do paciente quanto do vírus.

Fonte: Aidsmap. 12 de fevereiro de 2009.

 

 

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Fumante Passivo

11 de março de 2009

 

 

Introdução

O tabagismo passivo corresponde à exposição de pessoas não fumantes ao ar contaminado pela fumaça do cigarro. O cigarro em combustão libera mais de 4.000 substâncias químicas, capazes de irritar os olhos e as vias respiratórias. A fumaça do cigarro também contém mais de 50 agentes capazes de provocar câncer em animais e no ser humano.

Não existe nenhum nível seguro de exposição ao tabagismo passivo. Mesmo pequenas exposições podem trazer riscos à saúde, aumentando a ocorrência de doenças e a mortalidade. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a fumaça do cigarro presente no ar ambiente também é considerada um agente cancerígeno.

Os principais locais de exposição ao tabagismo passivo são a residência e o ambiente de trabalho. A intensidade da exposição depende do número de cigarros fumados, do tamanho do local, da circulação do ar no ambiente e da duração do tempo de exposição.

Nas restaurantes, bares e casas noturnas o índice de exposição à fumaça do cigarro também é elevado. Nos espaços reservados para fumantes, mesmo havendo ventilação adequada, a concentração de agentes tóxicos no ar é muito elevada.

Perigos do tabagismo passivo

Vários estudos recentes confirmaram a existência de riscos para a saúde associados ao tabagismo passivo. Foi demonstrado que o tabagismo passivo pode causar as mesmas doenças provocadas pelo tabagismo ativo, incluindo câncer de pulmão, outras doenças respiratórias e cardiovasculares.

A cotinina é uma substância que pode ser dosada no sangue e indica a intensidade de exposição ao tabagismo. Foi demonstrado que as pessoas expostas ao tabagismo passivo têm níveis elevados de cotinina no sangue. Nas crianças, os níveis de cotinina no sangue são maiores quando os pais fumam. Quando a exposição é intensa e/ou prolongada, como no ambiente doméstico e no trabalho, os níveis de cotinina podem ser muito elevados, a ponto de aumentar o risco de câncer de pulmão.

Os não fumantes costumar sentir incomodados quando expostos ao tabagismo passivo. Estas pessoas podem apresentar irritação nos olhos, dor de cabeça, dor na garganta, enjôo e dificuldade respiratória. Mesmo a exposição de curta duração pode ser prejudicial.

O tabagismo passivo é especialmente perigoso na gravidez, podendo prejudicar o crescimento do feto e aumentar o risco de complicações durante a gravidez e o parto, tais como a morte fetal, o parto prematuro e o baixo peso ao nascer. Os recém-nascidos e as crianças pequenas também são muito prejudicados. As crianças expostas à fumaça do cigarro têm maior risco de morte súbita, bronquite, pneumonia, asma, exacerbações da asma e infecções de ouvido. O risco para a criança é maior quando a mãe ou o pai são fumantes. O crescimento das crianças também pode ser prejudicado.

Nos adultos, o tabagismo passivo pode provocar doenças crônicas e aumentar a mortalidade. O tabagismo passivo no ambiente de trabalho aumenta o risco de câncer de pulmão em 12 a 19%. Este risco aumenta com o número de anos e a intensidade da exposição. A presença de um fumante no ambiente doméstico aumenta o risco de câncer de pulmão em 20 a 30% para os não fumantes. Quando a exposição é interrompida, ocorre diminuição gradual ao longo do tempo.

A exposição prolongada ao tabagismo passivo piora a função pulmonar. O tabagismo passivo também está associado a outras doenças respiratórias, sendo um importante causador de agravamento para pessoas com asma, alergias e doença pulmonar obstrutiva crônica (bronquite crônica e enfisema pulmonar). O tabagismo passivo também diminui a capacidade para o exercício.

A convivência com um fumante aumenta o risco de doenças cardíacas coronarianas em 25% a 30%. O tabagismo passivo aumenta o risco de aterosclerose e diminui o colesterol bom, mesmo nas pessoas jovens. Estas alterações aumentam o risco de doenças cardiovasculares. Existem cada vez mais indícios de relação entre o tabagismo passivo e o derrame cerebral. Mesmo exposições pequenas podem ter consequências sobre a coagulação do sangue, favorecendo a ocorrência de trombose. As pessoas com doenças cardíacas podem sofrer arritmias, diante da exposição à fumaça do cigarro. O risco de infarto do miocárdio também aumenta.

Estudos recentes indicam que a exposição ao tabagismo passivo aumenta o risco de perda da visão, por degeneração da retina. O tabagismo passivo também aumenta o risco de morte. O ar contaminado pela fumaça de cigarro, em casa ou no trabalho, é a terceira principal causa de morte prematura evitável, perdendo apenas para o consumo voluntário de cigarro e o alcoolismo.

Prevenção

A prevenção da exposição passiva à fumaça do cigarro é um passo muito importante para evitar doenças pulmonares, cardiovasculares e mortalidade. Várias medidas podem ser tomadas no ambiente doméstico, no trabalho e no lazer para diminuir estes riscos.

Os fumantes devem ser conscientizados sobre os prejuízos que causam à saúde das outras pessoas. O uso de cigarro no ambiente doméstico deve ser evitado. Mesmo conhecendo os riscos, se os pais optarem por continuar fumando, o melhor é não fumar dentro de casa, nem na proximidade das crianças.

Nos ambientes de trabalho em que foi proibido o uso de cigarros, foi observada uma redução significativa nos níveis de nicotina no ar. As empresas devem incentivar os hábitos de vida saudáveis pelos funcionários e criar medidas de apoio ao fim do tabagismo.

Os ambientes de lazer também são locais de grande exposição à fumaça do cigarro. É importantes que os bares, restaurantes e casas noturnas criem estratégias para diminuir a exposição ao tabagismo passivo.

Conclusão

Já é bem conhecido que o hábito de fumar traz muitos malefícios à saúde das pessoas. É importante salientar que as doenças produzidas pelo tabagismo também podem acometer pessoas que nunca fumaram, mas tiveram exposição ao tabagismo passivo. Estes efeitos são especialmente graves nas gestantes, nas crianças e nas pessoas com problemas respiratórios e cardiovasculares.

Então, fique atento: se você é tabagista, lembre-se de que você pode ser responsável pelo adoecimento das pessoas do seu convívio, em casa, no trabalho e no lazer. Se você não fuma, evite ambientes contaminados pela fumaça do cigarro.

Referências Bibliográficas:

  1. von Eyben FE, Zeeman G. Riesgos para la salud derivados del consume voluntario e involuntario de tabaco. Revista Española de Salud Pública, Volume 77, Number 1, Jan./Feb. 2003.

  2. Reichert J, Araújo AJ, Gonçalves CMC, Godoy I, Chatkin JM, Sales MPU et al. Diretrizes para cessação do tabagismo – 2008. J Bras Pneumol, Volume 34, Número 10, 2008, Páginas 845-880.

  3. Samet JM. Adverse effects of smoke exposure on the upper airway. Tob. Control, Volume 13, 2004, Pages i57-i60.

 

Copyright © 2009 Bibliomed, Inc.

27 de fevereiro de 2009

 
 
 

 


Fumante Passivo

28 de fevereiro de 2009

Fumo passivo pode trazer dificuldades para engravidar «Mulheres expostas ao fumo passivo na infância ou na vida adulta têm mais chances de enfrentar dificuldades para engravidar ou de sofrer abortos espontâneos, revela um estudo da Universidade de Rochester (EUA), publicado na revista Tobacco Control. É a maior pesquisa já feita a mostrar essa associação. Na análise, que envolveu 4.800 mulheres não-fumantes atendidas no Roswell Park Cancer Institute, os pesquisadores constataram que 40% daquelas que eram expostas à fumaça do cigarro por seis horas ou mais por dia tiveram dificuldade para engravidar ou sofreram abortos espontâneos. Mulheres expostas ao cigarro na infância tiveram 1,27 vez mais chances de ter problemas com a gravidez. Já entre as que conviveram com fumantes na vida adulta o risco foi 1,3 vez maior. A comparação em ambos os casos foi feita em relação a mulheres que viveram em ambientes livres de cigarro. No estudo, 4 em 5 mulheres disseram terem sido expostas à fumaça em algum momento da vida, com metade delas tendo crescido em uma casa com pais fumantes. Em relação aos abortos, 12,4% relataram múltiplos abortos espontâneos. Segundo Luke Peppone, um dos autores do estudo, o cigarro contém toxinas que, supostamente, podem danificar o material genético das células reprodutivas- inibindo a fertilização- e aumentar o risco de aborto espontâneo por influir na produção de hormônios necessários ao desenvolvimento da gravidez. No entanto, Peppone alerta que não há confirmação científica de como o fumo passivo afeta o organismo da mulher. “É preciso cautela na interpretação dos resultados porque, até a presente data, não conseguimos concluir a causalidade [a relação causa e efeito do fumo passivo e fertilidade].” Para o ginecologista Rui Ferriani, professor da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto e vice-presidente da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo), a pesquisa americana comprova o que os médicos já suspeitavam. “Está muito bem documentado que o fumo prejudica a qualidade dos óvulos e dos espermatozoides. A gente imaginava que o fumo passivo também pudesse ser prejudicial à fertilidade. Agora, está comprovado.” Segundo ele, os ginecologistas devem informar às pacientes que desejam engravidar sobre os riscos do cigarro -pode levar à menopausa precoce, por exemplo- e do uso de drogas, mas ele acredita que uma campanha de saúde pública sobre os fatores que podem levar à infertilidade seria mais eficaz. “Tem mais impacto do que falar individualmente”, afirma. O ginecologista Renato Kalil, do Hospital e Maternidade São Luiz, também avalia que é difícil convencer o casal, especialmente o homem, a deixar de fumar sob o argumento de que o vício pode dificultar a gravidez. “Na hora, ele cita vários amigos fumantes que engravidaram suas mulheres sem problema. Fica difícil argumentar.” Segundo Kalil, até por falta de mais evidências científicas sobre os males do fumo passivo na reprodução, não é prática dos médicos alertar os casais nesse sentido. O urologista Edson Borges, especialista em reprodução humana, concorda. “Eu não pergunto à mulher [que está tentando engravidar] se ela frequenta ambientes com cigarro. É muito difícil estabelecer essa relação [fumo passivo e dificuldade de gravidez]. Precisaria saber, por exemplo, a que quantidades de substâncias tóxicas ela está exposta.” Borges argumenta que há muitas variáveis relacionadas à infertilidade e aos abortos recorrentes e acredita que faltam mais evidências científicas sobre os efeitos do fumo passivo na fertilidade. Fonte: Folha Online» Fonte:Portalms Link:http://www.portalms.com.br/noticias/Fumo-passivo-pode-trazer-dificuldades-para-engravidar-/Campo-Grande/Saude/28620.html Postado por Paulo Pires às 1/06/2009 09:00:00 AM Marcadores: Gravidez, Noticias, saude


CIGARRO

28 de agosto de 2008

Neste artigo

O uso do tabaco é amplamente difundido
– O cigarro mata
Os produtos do tabaco têm alta capacidade de causar dependência.
Veja outros artigos relacionados ao tema

O uso do tabaco é uma das principais causas de morte evitável no mundo nos dias de hoje. Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS -, 7,9 milhões de pessoas no mundo morrem todo o ano vítimas de algum tipo de câncer, o que torna a doença a maior causa de mortes mundialmente. Ainda segundo a OMS, a maioria das mortes relatadas se refere aos casos de câncer de pulmão.

No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, INCa, mais de 27 mil novos casos de câncer de pulmão serão diagnosticados em 2008. No país, a data de 29 de agosto de 2008 é marcada pelo Dia Nacional de Combate ao Fumo.

O uso do tabaco é amplamente difundido

Pelo menos um terço da população mundial adulta, ou 1,1 bilhão pessoas, fuma. Embora o hábito de fumar cigarros esteja diminuindo em muitos países desenvolvidos, ele tem aumentado na maioria dos países em desenvolvimento. Estima-se que 48% dos homens e 7% das mulheres fumem nos países em desenvolvimento; em países industrializados, 42% dos homens e 24% das mulheres fumam – isto representa um aumento acentuado do hábito do tabagismo no sexo feminino. O uso do tabaco é também uma epidemia pediátrica: a maioria dos fumantes começa a usar o tabaco durante a infância e adolescência.

O cigarro mata

Um fumante, a longo prazo, tem uma chance de 50% de morrer prematuramente de uma doença causada pelo cigarro. A cada ano o tabaco causa aproximadamente 4 milhões de mortes prematuras. A epidemia irá causar a morte de 250 milhões de crianças e adolescentes que estão vivos hoje, um terço dos quais mora em países em desenvolvimento. No ano 2030 o cigarro provavelmente será a principal causa de morte em todo o mundo, com mais de 10 milhões de óbitos anuais; estará causando mais mortes que a AIDS, tuberculose, mortalidade materna, acidentes automobilísticos, suicídios, e homicídios, combinados

Os produtos do tabaco têm alta capacidade de causar dependência.

Como são projetados cuidadosamente para minar esforços dos usuários que tentam deixar o hábito de fumar, abandonar o cigarro simplesmente não é uma questão de escolha para a maioria dos usuários do tabaco. Ao contrário, envolve uma luta para superar o hábito. Muitos fatores combinam com a capacidade viciadora do tabaco para tornar difícil deixar de fumar, inclusive apresentações na mídia e aceitação cultural e da sociedade.

O uso do tabaco está consolidado na vida cotidiana, e pode ser reforçando fisiologicamente, psicologicamente, e socialmente. A indústria do tabaco, sentido-se fortemente pressionada com campanhas contra o fumo nos países desenvolvidos, tem incrementado suas ações de marketing em países mais pobres do terceiro mundo. Está tambpem bem comprovada a influência da mídia sobre o hábito do uso do cigarro.

Deixar de fumar em qualquer ponto da vida provê benefícios imediatos e benefícios a longo prazo significativos para a saúde. Nenhuma quantidade de uso de tabaco está segura. A abstinência de produtos do tabaco e ausência de exposição à fumaça de outros fumantes é necessária para maximizar a saúde e minimizar o risco.

Copyright © 2008 Bibliomed, Inc. Publicado em 28 de Agosto de 2003 – Revisto em 28 de agosto de 2008

Sobre o Tabagismo, veja mais em Boa Saúde:

Mídia afeta o comportamento em relação ao cigarro, confirma estudo

Tabagismo – este hábito só tem malefícios

O que fazer para parar de fumar?

Combate ao fumo – Um desafio mundial


Alzheimer

4 de maio de 2008

Cigarros e Álcool levam ao desenvolvimento precoce da Doença de Alzheimer

24 de abril de 2008 (Bibliomed). A Doença de Alzheimer é uma doença cerebral incurável e progressiva, que leva à perda de habilidades mentais, afetando a memória e o aprendizado. Um novo estudo indica que as pessoas que fumam um maço de cigarros ou mais por dia desenvolvem a doença de Alzheimer anos mais cedo do que aqueles que não; e consumir muita bebida alcoólica aumenta o risco ainda mais.

Segundo a nova pesquisa apresentada no 60º Congresso da Academia Americana de Neurologia esta semana em Chicago, Illinois, esta descoberta poderia levar a importantes ações preventivas contra a doença de Alzheimer. A pesquisa foi realizada no Wien Center for Alzheimer’s Disease at Mount Sinai Medical Center, em Miami Beach, Flórida, Estados Unidos.

O estudo envolveu 938 pessoas com idades de 60 ou mais anos, com possível ou provável Doença de Alzheimer. Os familiares forneceram informações relativas aos doentes, ao consumo de álcool e ao uso do cigarro. O tabagismo pesado foi definido como um ou mais maços de cigarros por dia; o uso pesado de álcool foi definido como mais de dois drinques por dia. Os pesquisadores também agruparam os pacientes de acordo com se eles apresentavam o gene variante da apolipoproteína E-4 [ApoE-4], que aumenta o risco para a doença de Alzheimer.

O estudo revelou que:

  • Alcoolistas pesados desenvolveram a doença 4,8 anos antes aqueles que não bebem tanto.
  • Alzheimer se desenvolveu 2,3 anos antes em fumantes pesados do que naqueles que não eram fumantes pesados.
  • O gene variante reduziu a idade de início por três anos.
  • As pessoas com os três fatores de risco desenvolveram Alzheimer 8,5 anos mais cedo do que aqueles que não tinham fatores de risco.

Segundo os autores, prevê-se que um atraso no início da doença de cinco anos pode conduzir a uma redução em quase 50% o número total de casos de Alzheimer. Caso se possam reduzir ou eliminar pessoas de fumam ou bebem de forma pesada, as manifestações da doença de Alzheimer nos indivíduos poderiam ser atrasadas substancialmente, reduzindo-se o número de pessoas que têm a doença de Alzheimer, em qualquer momento.

Fonte: 60th AAN Annual Meeting – April 12–19, 2008 / Chicago, Illinois.


PARAR DE FUMAR

16 de março de 2008

1 – Preparação para parar de fumar

A) Motivos
Descubra quais são os motivos que fazem com que você continue fumando:

– “fumar me dá energia, me deixa mais animado”, o cigarro realmente exerce um efeito estimulante, porém praticar atividades físicas, ter uma alimentação saudável, ter uma boa noite de sono são medidas que lhe proporcionarão um melhor desempenho nas suas atividades do cotidiano.

– “ter o cigarro em minhas mãos me dá prazer”, os rituais que cercam o ato de fumar, como acender o cigarro, levá-lo à boca ou simplesmente segurá-lo tornam-se automáticos para o fumante. Medidas para substituí-los, tais quais segurar uma caneta, chupar balas ou praticar uma atividade manual (pintura, carpintaria, costura), podem ser úteis.

– “fumo porque gosto”, se você pensa dessa forma saiba quais são os benefícios ao parar de fumar. (veja em Tratamento do Tabagismo)

– “fumar reduz o meu estresse”, lembre-se que existem outras maneiras mais saudáveis de reduzir o estresse, como praticar atividades físicas regularmente, ouvir música, um bom banho, viajar ou ler um livro.

– “estou viciado”, a dependência da nicotina pode ser tratada com remédios, não hesite em procurar o médico. (veja em o Tratamento do Tabagismo)

Anote em uma folha de papel os motivos que o levaram a parar de fumar e a deixe bem a vista.

B) Marque a data para parar de fumar
– A data deve ser marcada com uma certa antecedência (duas semanas).
– Prefira dias mais tranqüilos.
– Conte para seus familiares e amigos a respeito da decisão.

C) Dias que antecedem a data marcada
– Tente diminuir o número de cigarros fumados.
– Descubra quais são as situações em que a vontade de fumar é maior (exemplos: após o café, ao beber bebidas alcoólicas, quando está ao telefone, etc) e procure evitá-las.
– Retire da casa os produtos relacionados ao tabaco, como cinzeiros e isqueiros.
– Passe a fumar fora de casa, do carro e do ambiente de trabalho. Dessa forma, reduz-se o cheiro de cigarro nesses locais e por conseqüência a tentação para fumar.
– Solicite aos familiares e amigos que não fumem perto de você e nem dentro de casa.
– Se há algum fumante que divide com você o ambiente doméstico, convença-o a interromper o tabagismo, se não for possível peça-o para não fumar dentro de casa.
– Lembre-se dos benefícios que terá ao parar de fumar.

2 – A ação de parar de fumar

– No dia marcado, pare com o cigarro de maneira abrupta.
– Evite as situações que aumentem o desejo de fumar.
– Use a medicação prescrita pelo médico.
– Fuja da rotina e do estresse.
– Para combater a ansiedade pratique atividade física, chupe uma bala.
– Nos momentos em que o desejo pelo cigarro for intenso, a respiração labial pode ser útil: encha o peito de ar bem profundamente, feche os olhos e exale o ar lentamente através dos lábios semicerrados, durante a exalação fique relaxado e procure sentir todas as partes do corpo, repita o processo sempre que preciso.
– Evite locais fechados em que possa haver pessoas fumando.
– Beba bastante água e procure comer alimentos mais leves.
– Lembre-se dos benefícios que terá ao parar de fumar.
– Não hesite em procurar o seu médico.

3 – A manutenção sem o cigarro

– Lembre-se: você é um dependente da nicotina, um único cigarro pode levar ao insucesso do tratamento do tabagismo.
– Mantenha uma vida saudável, continue praticando atividades físicas e se alimentando corretamente, dessa forma, você reduz o ganho de peso.
– Evite a bebida alcoólica.
– Os sintomas de abstinência tendem a desaparecer após 4 semanas, porém se o desejo de fumar surgir realize a respiração labial.
– Lembre- se dos malefícios do cigarro.
– Procure o seu médico sempre que necessário.

Dicas para parar de fumar

Eu não consegui parar de fumar

– Saiba que a maioria das pessoas que abandonaram o tabagismo o fizeram após 3 ou mais tentativas.
– Descubra os motivos porque não parou de fumar.
– Você está mais experiente e tem mais chances de parar na próxima tentativa.
– Procure o seu médico e discuta as opções de tratamento.

Por que é importante parar de fumar?

A resposta parece ser óbvia, ou seja, evitar os danos provocados pelo cigarro à saúde. No entanto, muitos fumantes, principalmente os mais jovens, apesar de saberem disso não desejam parar de fumar, alegando que têm uma vida ativa e que o cigarro não interfere em nada. Isso surge em decorrência de o indivíduo só perceber e valorizar os sintomas das doenças provocadas pelo cigarro após anos de exposição ao fumo. A seguir listamos os benefícios obtidos ao abandonar o tabagismo:
– redução das chances de ter câncer;
– redução das chances de ter doenças do coração e respiratórias;
– aumento da expectativa de vida (as chances de um fumante viver até os 73 anos são de 42%, contra 78% dos não fumantes);
– melhora do desempenho físico e sexual;
– melhora do paladar;
– melhora do olfato;
– melhora do hálito;
– economia por não comprar cigarros;
– bom exemplo para as crianças.

Para o paciente que fuma há muitos anos, há, ainda, benefícios ao parar de fumar?

Sempre haverá benefícios ao parar de fumar, mesmo para aquele paciente que fuma há muitos anos ou que tem idade avançada. Esse ganho se dará em termos de uma vida mais saudável, com menos chances de adoecer.

Como exemplo, podemos citar que:

– após 2 a 12 semanas de abandono do fumo, há melhora da circulação sangüínea;
– após 1 a 9 meses de abandono do fumo, há redução da tosse e das infecções respiratórias;
– após 1 ano de abandono do tabagismo, há redução de 50% no risco de infarto e angina;
– após 10 anos de abandono do cigarro, o risco de morte por infarto torna-se igual ao de uma pessoa que nunca fumou.

http://www.queroparardefumar.com.br


FUMANTE PASSIVO

4 de dezembro de 2007

O Tabagismo e suas consequências

“O cigarro foi, por muitos anos, um símbolo de luxo, satisfação e status social. Sua venda é motivada pela exploração de uma imagem estratégica, em promoção de festas, concertos e eventos esportivos, sempre ligada ao que está na moda”.

Introdução

Após anos de consumo, o tabaco vem perdendo suas características “positivas”, e mostrando seu verdadeiro perfil. Hoje não há mais muita dúvida sobre os malefícios do uso de seus derivados para a saúde do fumante e de todos que vivem ao seu redor.

O tabagismo, segundo vários estudos, é responsável por 200 mil mortes por ano no Brasil (23 pessoas por hora), e quase 50 doenças diferentes.

Principais malefícios do cigarro

As doenças cardiovasculares e o câncer são as principais causas de morte por doença no Brasil, sendo que o câncer de pulmão é a primeira causa de morte por câncer. Apenas 6,7% dos casos de câncer de pulmão não está relacionado ao cigarro, pois 90% ocorre em fumantes, e 3,3% em fumantes passivos (pessoas que apenas convivem com a fumaça do cigarro).

Na maioria das vezes, o cigarro leva à morte por doença coronariana (obstrução das artérias do coração), bronquite e enfisema, câncer no pulmão, outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero), e doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral e obstrução na circulação das pernas). Mesmo não levando à morte, este hábito pode causar impotência sexual no homem, complicações maternas e fetais na gravidez, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias, e trombose vascular; podendo culminar com amputação de extremidades e membros inferiores.

Fumante passivo

O cigarro não afeta apenas as pessoas que optam por este hábito sabidamente prejudicial. Os não-fumantes expostos à sua fumaça absorvem nicotina, monóxido de carbono e outras substâncias contidas no cigarro, charuto ou cachimbo, da mesma forma que os fumantes. A quantidade de tóxicos absorvidos passivamente depende da extensão e da intensidade da exposição, além da qualidade da ventilação do ambiente.

Os fumantes passivos sofrem os efeitos imediatos da poluição tabágica ambiental, tais como irritação nos olhos, manifestações nasais, tosse, dor de cabeça, exacerbação de problemas alérgicos e cardíacos – principalmente elevação da pressão arterial e angina (dor no peito). Outros efeitos a médio e longo prazo são a redução da capacidade funcional respiratória, aumento do risco de aterosclerose e aumento do número de infecções respiratórias em crianças.

O padrão de qualidade para o monóxido de carbono no ar inspirado é de 9ppm (partes por milhão). Nos ambientes de trabalho fechados, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) considera 50ppm como a concentração máxima a ser atingida, uma vez que representa o limite suportável pelo homem, por algum tempo. No entanto, colocando-se 25 fumantes consumindo quatro cigarros por hora em uma sala de 1.000 m³, rapidamente se atingirá 100ppm de monóxido de carbono, sem que ninguém tome consciência disto, nem tome providencias para a melhoria das condições ambientais.

A permanência em um ambiente poluído permite absorção de quantidades de substâncias nocivas em concentrações semelhantes às de quem fuma. Tal comprovação é feita através da medição do principal produto da decomposição da nicotina, que pode ser encontrada no sangue e na urina de não-fumantes que moram ou trabalham com fumantes.

Recentemente houve um aumento da conscientização dos indivíduos sobre o ar que eles respiram em casa, ambientes de trabalho e locais públicos. A constatação dos malefícios causados pelas substâncias tóxicas do cigarro levou a população não-fumante a exigir seus direitos. Autoridades governamentais têm, então, tentado regulamentar o uso do cigarro para minimizar seus efeitos sobre os não-fumantes.

Avanços na legislação

No Brasil progressivamente surgem leis em nível estadual e municipal preservando os direitos dos não-fumantes. A propaganda e publicidade dos derivados do tabaco em revistas, jornais, televisão, rádio e outdoors está proibida, assim como o patrocínio de eventos esportivos nacionais e culturais pela indústria tabaqueira; o uso desses produtos nos veículos de transporte coletivo; a venda por via postal; a distribuição de amostra ou brinde; a propaganda por meio eletrônico, inclusive Internet; e a comercialização em estabelecimentos de ensino e de saúde. Também foi determinada a veiculação de advertências sobre os malefícios do tabagismo nas embalagens e qualquer tipo de propaganda sobre o produto; além da proibição do fumo em ambientes públicos fechados, exceto em áreas reservadas aos fumantes.

De acordo com o Banco Mundial, a indústria do cigarro gera uma perda mundial de 200 bilhões de dólares por ano. Nesta soma estão computados vários fatores, como sobrecarga do sistema de saúde com tratamento das doenças causadas pelo fumo, mortes precoces de cidadãos em idade produtiva, aumento no índice de aposentadoria precoce, aumento no índice de faltas ao trabalho, menor rendimento trabalhista, maiores gastos com seguros, limpeza, manutenção de equipamentos e reposição de mobiliários, maiores perdas com incêndios e redução da qualidade de vida do fumante e de sua família.

Mesmo assim, indústria tabaqueira tem um grande poder de pressão sobre o governo, por mera questão econômica. A razão disto é que ela gera uma receita significantemente alta, empregos e exportações. O recolhimento de impostos que incidem sobre o cigarro é mesmo muito representativo para o país, por isso acaba dificultando as ações de controle, mas os prejuízos decorrentes dele superam qualquer questionamento puramente econômico.

Além das perdas humanas, também devem ser contabilizadas as agressões ao meio ambiente e à saúde daqueles que lidam com a plantação do tabaco.

Dia Mundial sem tabaco

Organização Mundial da Saúde (OMS) criou o Dia Mundial sem Tabaco, comemorado no dia 31 de maio, pelos 191 países membros da organização. Ela pretende sensibilizar a comunidade em geral sobre os malefícios do consumo dos produtos derivados do tabaco, divulgar e reforçar as leis que restringem o uso do tabaco em ambientes fechados, estimular os principais empregadores a converterem suas empresas em ambientes livres de tabaco, promover e divulgar o Programa Nacional para o Controle do Tabagismo, divulgar e apoiar o desenvolvimento e adoção da Convenção Quadro Internacional para o Controle do Tabaco, proposta pela Assembléia Mundial de Saúde. O tema deste ano será “Moda e Cinema”, com o intuito de combater a indústria tabaqueira e a publicidade em torno do cigarro.


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